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Diogo Piçarra em Pessoa

A obra de Fernando Pessoa é um património valioso da cultura literária portuguesa. Lê-la, estudá-la e interpretá-la é um desafio exigente e aliciante, que te é lançado pelos teus docentes, durante o percurso escolar. Neste livro, Diogo Piçarra vai mais além e lança-te um repto diferente: uma abordagem ímpar à obra de Pessoa. Numa procura incessante de auto e heteroconhecimento, Diogo encontra-se em Pessoa, selecionando e reconstruindo 20 dos seus poemas, revisitando, igualmente, a sua heteronímia (Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis). Fá-lo tendo como alicerce as próprias vivências e, tal como Pessoa, torna-se plural, revelando três dos seus heterónimos e respetivas histórias de vida (Luna Thea, Walter Ego e Ingenuo Garcia). Estes, ao longo do livro, confrontam-se com os heterónimos de Pessoa, resultando, desse confronto, a edificação de diálogos estimulantes, acompanhados por ilustrações interpretativas, que te auxiliarão na descoberta e análise da obra de Pessoa.

No livro, encontrarás espaços de criação, que o Diogo Piçarra libertou, para que possas também executar este exercício de reconstrução da obra pessoana. Assim o faz, na expectativa de que também tu te encontres em Pessoa.

Os TVGAS

“Os Tvgas” é o nome da segunda obra da Coleção Reinventar por Diogo Piçarra, editada pela Betweien e assinada pelo músico Diogo Piçarra. No livro, que integra um projeto pedagógico mais alargado, o leitor ingressará numa viagem íntima do autor pela obra camoniana “Os Lusíadas”. Os cinco séculos que separam Piçarra de Camões foram o mote para a investida do autor numa odisseia por mares e continentes, desta feita, não para desbravar novos mundos, mas para descobrir, conhecer e dar a conhecer portugueses e portuguesas que partiram de Portugal. Os dez cantos de “Os Lusíadas” transformam-se, pela mão de Piçarra, em dez cantos do globo terrestre, onde o autor desembarca para encontrar emigrantes portugueses e portuguesas, que dão cartas na ciência, no ensino, na restauração e hotelaria, no desporto, nos negócios, entre outras áreas, e sobre quem poetiza. Piçarra selecionou algumas estâncias de cada canto de “Os Lusíadas” e, inspirado pelas mesmas, versa sobre a vida de quem teve de sair do seu país natal para procurar realização pessoal e profissional. A abrir cada canto, o leitor encontrará o passaporte destes portugueses e destas portuguesas, com dados sobre a sua identificação, mas, será somente nos poemas de Piçarra que o mesmo conseguirá vislumbrar a alma lusitana de cada um/as deles/as. O livro está ainda guarnecido de outras ferramentas que, com toda a certeza, enriquecerão a experiência daqueles que decidam entrar nesta viagem. Um mapa com a rota de Piçarra pelo mundo e de Vasco da Gama até à Índia, o passaporte de todos/as os/as personagens, incluindo o do autor, espaços em branco onde o leitor é desafiado a escrever a sua própria viagem e poesia, as letras das músicas que Diogo Piçarra escreveu e musicou para o projeto, são apenas alguns dos materiais que o leitor encontrará em “Os Tvgas”.

“Os Tvgas” faz parte de um projeto homónimo que estará nas escolas, com professores e alunos, não apenas para a apresentação e debate sobre o livro, mas também para assistir à dramatização da obra, uma adaptação ao teatro do conteúdo do livro, e à performance musical dos temas que  o autor e músico compôs para o projeto.

“Os Tvgas” é um registo despretensioso, inspirado por aquela que é considerada uma das obras literárias portuguesas mais conhecidas em todo mundo. Estudar “Os Lusíadas” é um desafio exigente, é preciso amar “Os Lusíadas” para que o desafio seja enfrentado com o sentimento de orgulho e de pertença à nação lusitana. Acompanhar-te e ajudar-te neste processo é o propósito de Diogo Piçarra.

Os TVGAS . Letras das Músicas

DIFÍCIL


Passam horas
Passam dia
Passam estranhos
Pela porta que fechou


E as memórias
De uma vida
E a saudade de te ter
Jamais passou


MAS ÀS VEZES É DIFÍCIL
ÀS VEZES É DIFÍCIL
NEM SEMPRE É TÃO FÁCIL
COMO DIZEM SER


Eu só queria
Voltar agora
Àquele tempo em que 
Tudo era bem melhor


E eu já tinha
A minha vida
Mas eu prometo
Que te levo onde for

MEU PAÍS


Só quero amor e sal
De ver o sol no mar
E o calor de estar feliz


E a magia está
Ao fim do dia em paz
Perto de quem me quer aqui


SEI QUE O DIA ESTÁ PRESTES A CHEGAR
AO SABOR DO VENTO NUM BARCO DE PAZ
NUNCA NINGUÉM VAI MUDAR DE ONDE VIM


EU VIVO DE SAUDADE SEM NUNCA A LARGAR
NAS ONDAS DE UM PEITO TÃO GASTO DE AMAR
A TERRA QUE ME PRENDE SEM RAIZ


AGORA DAS NUVENS ME DESPEÇO MEU PAÍS